A sessão de hoje começa às 9:15 no tribunal de Sintra e será dedicada ao presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, que pediu para, após o término das alegações finais, falar perante o colectivo de juízes.
«Vou exercer o meu direito», adiantou o autarca à agência Lusa, sem querer adiantar mais pormenores sobre esta sessão, a última antes da leitura do acórdão.
Nas alegações finais do Ministério Público, o procurador Luis Eloy pediu a condenação do autarca a uma pena efectiva de prisão superior a cinco anos e a inibição de exercício de cargos públicos durante o mesmo período de tempo.
Esta quarta-feira, o advogado de Isaltino Morais pediu ao colectivo a absolvição de todos os crimes imputados ao autarca, e criticou o MP, considerando que este processo «foi uma tentativa de assassinato cívico e político».
Neste processo estão ainda envolvidos a irmã do autarca, Floripes Almeida, acusada de branquear capitais, o jornalista Fernando Trigo, acusado de branqueamento e participação em negócio, e os empresários Mateus Marques e João Algarvio, acusados de crimes de corrupção activa.
O MP acusa o autarca de Oeiras de depositar mais de 1,32 milhões de euros em contas da Suíça quando, entre 1993 e 2002, Isaltino Morais auferiu, enquanto presidente da câmara, 351 139 euros.
O autarca afirmou em julgamento que os depósitos efectuados na Suíça, numa «única conta nominativa», se referiam a alienações de património próprio, investimentos, heranças e cerca de 400 mil euros de sobras de campanhas, e que essa conta seria conjunta com a irmã e um sobrinho que reside na Suíça.