quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Constâncio pressiona saída de Vara


O governador do Banco de Portugal pressionou a administração do Millennium/BCP para que Armando Vara fosse suspenso das suas funções no banco. Vítor Constâncio chamou ontem Carlos Santos Ferreira para lhe dar conta dos efeitos nefastos que estava a ter para os clientes, accionistas e para todo o sistema financeiro a permanência de Vara enquanto arguido, no conselho de administração do maior banco privado português.


Segundo apurou o CM, Constâncio mostrou-se visivelmente incomodado com o facto de a investigação ter concluído que o vice-presidente do BCP recebeu, várias vezes, o empresário Manuel Godinho nas instalações do banco em Lisboa e no Porto, tendo, alegadamente, numa das ocasiões, recebido um envelope com dez mil euros.

"Se não fosse o Parlamento, por uma vez, a fazer uma investigação sobre um banco em que os administradores entravam pela porta dentro com sacos abertos para os encher de dinheiro e saíam porta fora, nada se saberia de um dos maiores escândalos financeiros da história portuguesa", sublinhou Louçã.

Na sua opinião, "Vítor Constâncio não queria que se soubesse" o que se passava e explicou porquê: "Porque ele conhecia Oliveira e Costa", que considerava "tão boa pessoa, tão altamente recomendando, ele que tinha sido secretário de Estado do Governo do professor Cavaco Silva".