Recorde-se que Vítor Magalhães e Pães Faria foram os Procuradores responsáveis pela investigação do caso Freeport, que teve na sua origem suspeitas de corrupção e tráfico de influências na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo e licenciamento do espaço comercial em Alcochete na época em que era ministro do Ambiente, José Sócrates, actual primeiro-ministro.No encerramento do inquérito, os dois Procuradores referiram que tinham 27 perguntas que gostariam de ter feito ao primeiro-ministro, mas por falta de tempo não tinham conseguido fazer.
Na altura e com muitos sectores a criticarem a forma como foi conduzida a investigação, o Procurador-Geral da República decidiu abrir um inquérito sobre a forma como decorreu a investigação.
Se ouvir o primeiro-ministro no âmbito do chamado processo Freeport era considerada pelos Procuradores responsáveis pelo inquérito, uma diligência essencial, por que razão nem a PJ, nem depois os dois procuradores titulares do processo o fizeram nos quase seis anos que durou o inquérito, é uma questão que se levantou quer internamente quer na sociedade civil, e que o inquérito visa apurar.
O certo é que o mal-estar ficou, muitas foram as entidades civis e políticas que criticaram a forma como decorreram as investigações e não se sabe se como corolário, já que as razões dos Procuradores não foram tornadas públicas, estes acabaram por pedir para sair do DCIAP o que se veio a confirmar e hoje foi tornado público.
Nota de bloguista: abandonaram o DCIAP... mandaram-nos para outro lado é o que foi... mas deu jeito a alguns... assim acabou tudo sem grande stress.