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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Advogado diz que dos autos "não consta nenhuma prova


João Ribeiro Filho assegura que "a seu tempo a única conclusão possível de extrair do inquérito é a inocência de Duarte Lima.

Rosalina Ribeiro foi assassinada em dezembro de 2009. Morava no Rio de Janeiro e foi dada como desaparecida e, posteriormente, foi encontrada morta com dois tiros em Saquarema, na região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro.

A antiga secretária do empresário português Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, estava a disputar na Justiça brasileira com a filha deste uma herança milionária e Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, era o seu advogado.

Por outro lado, corre do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa um processo resultante de uma queixa apresentada pela filha de Tomé Feteira, que acusa Duarte Lima de ter nas suas contas dinheiro da herança do milionário.

Em causa estão 5,25 milhões de euros que Olímpia Feteira diz terem sido "retirados das contas pertencentes à herança" de Tomé Feteira e depositados nas contas de Duarte Lima, que foi constituído arguido neste processo, segundo a imprensa.

O ex-líder parlamentar do PSD tem alegado que esse dinheiro resulta de "transações feitas de contas que nada tinham a ver com a herança".

O responsável pelas investigações do caso da morte de Rosalina Ribeiro no Rio de Janeiro, delegado Henrique Damasceno, afirmou no dia 9 de setembro que o processo estava prestes a ser concluído.