Ex-administrador do Freeport afirma que pagamentos rondaram os 200 ou 220 mil euros e que foram feitos em numerário.
'Não dirás o meu nome em vão'
José Sócrates foi
ontem acusado por Alan Perkins, administrador do Freeport entre julho
de 2005 e dezembro de 2006, de ter recebido "pagamentos ilícitos" -
cerca de 200 ou 220 mil euros - enquanto ministro do Ambiente para
viabilizar o outlet em Alcochete. Segundo a testemunha, "Pinóquio" era o
seu nome de código.Perkins falou de reuniões onde estes factos terão sido mencionados e alegou que os arguidos foram usados pelo Freeport para fazer esses pagamentos ilícitos. Quando referiu verbas pagas ao ministro do Ambiente, Perkins disse que ao longo do licenciamento houve mais valores pagos a outras pessoas, que recebiam em nome de Sócrates. A testemunha diz que são pessoas muito próximas do então primeiro-ministro.