Carlos Castro teve uma morte lenta, no quarto do hotel Intercontinental,
em Nova Iorque, a 7 de Janeiro do ano passado. A médica-legista
Michelle Sloan, que testemunhou no julgamento, não tem dúvidas de que o
cronista português sofreu nas mãos de Renato Seabra. Castro pode mesmo
ter sido torturado durante quatro horas pelo jovem modelo, que o
espancou com um monitor e lhe mutilou os genitais quando ainda estava
vivo.No Supremo Tribunal de Nova Iorque, a médica-legista revelou que a hora da morte do cronista português terá sido cerca das 17h30. Ora, Carlos Castro e o modelo aparecem nas imagens captadas pela videovigilância do hotel às 12h56, subindo para o quarto. Pelo menos desde as 13h30, Castro recebeu chamadas no telemóvel de forma incessante, mas nunca as atendeu. O que se passou nessas quatro horas, em que Renato esteve sempre no quarto, Mas a acusação defende agora que o cronista pode ter sido barbaramente torturado. Renato Seabra está a ser julgado em Nova Iorque pela morte do companheiro, Carlos Castro.