LUA

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mais dois meses para Vale






João Vale e Azevedo perdeu ontem o recurso contra a sua extradição no Tribunal Superior de Londres. No entanto, esta decisão não o fará voltar mais depressa para Portugal.

 O ex-presidente do Benfica tem ainda hipóteses de recorrer para o Supremo Tribunal britânico e ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, para evitar a extradição. De recurso em recurso, Vale e Azevedo poderá ganhar mais dois meses de alívio.

Vale e Azevedo e famíla acusados de burla de três milhões de euros João Vale e Azevede e quatro familiares são acusados de levar a cabo um esquema de burla que terá provocado prejuízos de três milhões de euros a vários bancos portugueses, segundo a última investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária os quatro familiares - a mulher, Filipa, o irmão, Álvaro, o cunhado Miguel Lencastre e Manuel Vale e Azevedo, outro familiar - já foram feitos arguidos neste processo. Só faltam o antigo presidente do Benfica e dois cúmplices de João Vale e Azevedo que vivem em França. Estes últimos são acusados de ter falsificado documentos, emitidos por uma empresa de seguros, PMRE, com os quais Vale e Azevedo e os cúmplices pediam avultados empréstimos.
Neste esquema, Vale e Azevede era apenas um intermediário: convenceu as empresas Futurebelas, Vencimo e Eurolondon a contrair empréstimos com base nas garantias dadas pela empresa PMRE. O problema é que as garantias eram falsas.
Entre os bancos apanhados neste esquema estão o BPN e a Caixa Central que terão perdido, segundo o "Correio da Manhã", 1,5 milhões de euros cada entre 2006 e 2008.