sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Professora com leucemia

Uma professora com leucemia aguda foi forçada a manter-se em atividade e impedida de reformar-se, apesar do estado terminal. O recurso chegou ao Supremo, que deu razão à docente. Como Manuela Estanqueiro faleceu, a indemnização vai ser paga à filha.

No ano de 2007, Manuela Estanqueiro pediu a reforma, por sofrer de uma leucemia aguda. Apesar de estar em estado terminal, por duas vezes o pedido foi negado pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), obrigando a docente a manter-se em atividade.

A professora recorreu à Justiça, mas no decorrer do processo acabou por falecer. A fase de recurso chegou até ao Supremo Tribunal Administrativo, que condenou a CGA a pagar uma indemnização de 20 mil euros. Como a docente faleceu, a beneficiária passa a ser a filha.

Tinha de ser a filha, na altura com uma gravidez de risco, a levar a professora até à escola e, inclusive, a alimentá-la, uma vez que Manuela Estanqueiro já não o conseguia fazer de forma autónoma.

Os colegas, sensibilizados pelo caso, chegaram a colocar um sofá na sala dos professores para a docente em estado terminal poder descansar. Sem a reforma, Manuela Estanqueiro estava obrigada a comparecer na escola, pois corria o risco de ser despedida por faltas e perder o salário.

Nota de bloguista: Portugal no seu melhor na defesa dos direitos humanos... Quais são os que se seguem...!