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terça-feira, 9 de junho de 2009

Casa Pia: Declarações não ficaram gravadas Falha obriga Cruz a voltar a falar

As últimas declarações de Carlos Cruz no processo Casa Pia, proferidas na última audiência, realizada a 8 de Maio, não ficaram gravadas devido a um problema no sistema áudio do tribunal.



A situação aconteceu no dia em que o julgamento do processo de pedofilia da Casa Pia voltou ao Tribunal da Boa-Hora e vai obrigar a que na próxima audiência, dia 1 de Junho, os juízes voltem a interrogar o ex-apresentador sobre os seus hábitos de utilização de telemóveis. Este era um dos poucos incidentes que ainda não tinha acontecido neste julgamento, que conta já com 435 audiências realizadas em quatro anos e meio, mas que, segundo apurou o CM, tem sido uma constante no Tribunal da Boa-Hora. As falhas nas gravações das audiências já levaram, aliás, em sede de recurso à anulação de julgamentos.

Neste caso, a situação foi detectada atempadamente, razão pela qual a audiência da próxima segunda-feira deverá ser preenchida com a repetição das questões colocadas pelos juízes a Carlos Cruz sobre os seus telemóveis: se utilizava cartões pré-pagos, se costumava trocar os cartões de telemóveis e se os seus telefones eram utilizados só por si. As questões vêm na sequência do facto de nunca terem sido detectados contactos telefónicos entre os sete arguidos do processo Casa Pia, com excepção de Carlos Silvino e Manuel Abrantes que trabalhavam na Casa Pia.

Recorde-se que já houve alegações finais no julgamento de pedofilia, que tem neste momento audiências marcadas até Setembro. É já certo, por isso, que a leitura do acórdão só acontecerá depois do Verão, resta agora saber se ainda será este ano. É que o tribunal ainda tem de se pronunciar sobre as alterações requeridas pelo procurador do Ministério Público, o que poderá levar os arguidos a requererem mais produção de prova.