Ana Rita Leonardo, de 15 anos, disse à Agência Lusa que "agora reacendeu-se" a sua "esperança", agradecendo "produndamente" ao director da instituição onde se encontra o pequeno Martim, Luís Villas Boas, pelo apoio agora demonstrado.
"Agora está nas mãos da juíza e só espero que o Tribunal de Cascais seja compreensivo, que finalmente se sensibilize com o meu caso e, principalmente, que seja rápido", sublinhou.
A jovem mãe, que há três dias iniciou uma greve de fome, reafirma que se sente "mais madura e com todas as condições para criar o Martim".
Luís Villas-Boas assumiu-se, em declarações hoje ao jornal Expresso on-line, como o autor do relatório clínico que deu entrada no Tribunal de Cascais a defender a reavaliação das condições de Ana Rita para cuidar do filho, Martim, de dois anos e meio, institucionalizado no Refúgio Aboim Ascenção, no Algarve, desde os primeiros meses de vida.
"Fiquei sensibilizado com a forma como falava do filho, numa entrevista à rádio. Percebi que era uma jovem ponderada e não podia ficar indiferente ao seu pedido. Na minha condição de psicólogo clínico, decidi escrever ao tribunal propondo uma reponderação da mãe", defendeu Villas-Boas.
"Com quase 16 anos, esta jovem tem tudo a seu favor para ser uma boa mãe. Quero vê-la com o Martim ao colo", acrescentou.
No dia 26 de Fevereiro de 2007 as assistentes sociais de Cascais levaram o Martim para a instituição Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, alegando que a Ana Rita não teria condições para cuidar do filho.