
O Ministério Público (MP) decidiu apreender contas bancárias alegadamente pertencentes a antigos administradores do Banco Privado Português (BPP). Os saldos bancários, cujo total corresponde a aproximadamente 50 milhões de euros, estavam instalados em paraísos fiscais. A apreensão resultou das buscas feitas esta sexta-feira pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP).
O DIAP quis garantir que o património não é delapidado e decidiu apreender os bens financeiros de três antigos administradores do BPP, João Rendeiro, Paulo Guichard, e Salvador Fezas Vital.
De acordo com a edição deste sábado do jornal Correio da Manhã, no total foram apreendidos 50 milhões de euros, um valor que estava em paraísos fiscais.
Uma das empresas visadas foi a Joma Advisors, a offshore de Rendeiro.
Em causa estão crimes de burla qualificada, branqueamento de capitais, fraude fiscal, e falsicição de documentos. Motivos que levaram o DIAP a realizar buscas, esta sexta-feira, nas instalações do BPP, em Lisboa, e do escritório do advogado Luís miguel Júdice.
Um dos advogados da sociedade PLMJ foi mesmo constituido um arguido, mas em comunicado foi explicado que esta medida foi tomada porque só assim seria possível apreender documentação relativa ao caso.
O jornal adianta ainda que as contas arrestadas há muito que tinham sido identificadas pelos investigadores que já estão há algums meses a investigar o BPP.