
Nove anos depois do início das investigações, o presidente da câmara da Amadora é arguido no inquérito aberto às relações entre a autarquia e grandes empresas de construção civil. Joaquim Raposo confirmou à TVI que deverá prestar declarações em breve ao Ministério Público. Para além do presidente da câmara, o vereador do urbanismo e alguns empreiteiros locais foram citados como arguidos.
Joaquim Raposo eleito pelo partido socialista vai prestar declarações como arguido para determinar se há ou não corrupção em grande escala entre a autarquia e empreiteiros com urbanizações no concelho.
Em 2004 e 2005, o presidente da câmara, vários vereadores e empreiteiros tinham já sido objecto de buscas, tendo a Polícia Judiciária apreendido computadores e grande volume de documentação. Mas o processo arrastou-se, correndo o risco de prescrever. No mês passado, Joaquim Raposo e vários empreiteiros foram notificados para prestar declarações como arguidos. O vereador do urbanismo, Gabriel Oliveira, encontra-se na mesma situação.
A Polícia Judiciária, contactada pela TVI, remeteu qualquer esclarecimento para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DIAP), titular do inquérito. O gabinete do procurador-geral da República, contudo, não respondeu ainda ao pedido de informações da