LUA

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Há médicos sem formação a fazer urgências


Há médicos nas urgências portuguesas, contratados por empresas prestadoras de serviços, que não têm formação suficiente, porque chumbaram no exame da especialidade. A denúncia é da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que se mostra preocupada com a situação.

De acordo com declarações de Pilar Vicente, dirigente da FNAM, em declarações ao «Correio da Manhã» (CM), a situação «é ilegal» e vai contra as exigências impostas pela legislação europeia, que obriga à presença de médicos especialistas nas urgências.

Ainda de acordo com a FNAM, a situação repete-se em hospitais como Almada, Amadora-Sintra e Centro Hospitalar de Lisboa. O mal-estar entre os médicos é notório, até porque estes médicos contratados ganham mais que os colegas. Há situações em que «uns recebem vinte euros à hora e outros recebem cem». De acordo com o CM, há profissionais que só fazem urgências e recebem seis mil euros por mês.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde, Manuel Pizarro assegura que os médicos podem exercer, sem terem concluído a formação. Por isso, de acordo com este responsável, não há qualquer violação da legislação.