sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Renato Seabra mantinha relações sexuais com Carlos Castro a troco da fama

Através do programa televisivo, “Você na TV” apresentado por Manuel Luís Goucha, um amigo de Renato Seabra fez declarações de aspectos íntimos da vida de Renato com Carlos Castro.

Ao que o jovem adiantou numa longa conversa, “ o Renato contou-me que tinha de ter relações sexuais com o Carlos Castro para ele o colocar no centro da fama”. E adiantou, “o Renato não conseguia ter relações de luz acesa, pois para ele o importante era despachar a situação, já que Carlos Castro lhe oferecia boas roupas e a promessa de que o levaria longe na fama, mas garante que nunca lhe pediu nada”.

O amigo acredita que Renato Seabra “estava muito deslumbrado e iludido com a vida que o cronista lhe dava. O Renato nunca tinha saído de Portugal e pouco mais conhecia do que Cantanhede e Coimbra. Para ele ir de viagem a Madrid e a Londres foi uma verdadeira loucura”.

Relativamente ao que poderia ter motivado o assassinato do jornalista, o amigo apresentou a sua opinião, esclarecendo que conhecia apenas pormenores de Londres e Madrid, não podendo fazer mais do que uma análise pessoal do sucedido em Nova Iorque assim, “eu penso que o Renato estava sobre pressão, pois o Carlos Castro era muito possessivo e queria as coisas à maneira dele.

Eles dormiam em camas separadas, mas tinham relações, claro que tinham, podiam não ter com a mesma regularidade que um casal em que os dois se amam, mas tinham nem que fosse uma vez por semana. O Carlos Castro estava muito apaixonado pelo Renato e teve muitos ciúmes do jovem ter dado o telefone a uma rapariga. Ele contou-me isso.

Em Nova Iorque, provavelmente o Renato disse ao Carlos Castro que se queria ir embora e regressar a Portugal e o jornalista ter-lhe-á cobrado o que lhe deu durante aquele tempo, pois o manequim recebia presentes caros e a possibilidade de estar em momentos sociais deslumbrantes”.

O amigo do manequim de 21 anos passou uma imagem de que, “o Renato deve-se ter passado com alguma coisa que ouviu e deve ter temido o facto de ter de assumir à mãe a sua relação com o cronista para poder ser famoso, uma das situações que omitiu sempre, mas a mãe já estava desconfiada e até chamou à atenção do cronista”, adiantou o amigo.

Na mesma entrevista realizada pela TVI, percebeu-se que este amigo era o confidente de Renato e era quem sabia tudo o que passava na relação do manequim com o jornalista, sabendo apontar alguns pontos da sua intimidade como por exemplo a regularidade das relações, a dificuldade que Renato teria em fazer “essa situação para manter o estatuto” e conhecia muito bem a importância das viagens para o amigo que se encantou com a novidade das grandes capitais da moda.

Ao mesmo tempo, o amigo concordou que era Carlos Castro quem apresentava o Renato como seu namorado e nunca ao contrário, muito embora essa situação não revelasse a “inocência” do manequim que acaba por concordar com a situação que lhe foi proporcionada.

Apesar destas revelações, a realidade é que há uma vítima a lamentar que é Carlos Castro que, se é verdade que iludiu o jovem de 21 anos, também o é que foi enganado por um jovem que se mostrou interessado nele e no amor que tinha para lhe devolver.

Estes relatos não evitam de forma alguma que Renato tenha de ser condenado por um crime brutal, por uma mutilação e por uma enorme coragem para esconder o corpo banhado em sangue num quarto de hotel.

Renato Seabra deixou Carlos Castro morto no quarto cerca de quatro horas e foram duas amigas que deram pela falta do cronista e que lhe foram prestar socorro, já que o manequim tinha saído, depois do crime e de um banho. No próximo dia 1 de Fevereiro, o mundo conhecerá o desfecho, ou pelo menos, mais pormenores deste crime que ainda coloca o mundo em conflito e desilusão.

Recorde-se que um amigo de Carlos Castro já tinha adiantado que o manequim mantinha uma vida dupla com o cronista e que não aguentou a pressão depois de ter vivido alguns momentos e de estar de certa forma a deixar seguir a relação com o cronista.

Ao mesmo tempo, era sabido que Carlos Castro era homossexual assumido e que dificilmente Renato Seabra estaria nesta situação sem o saber, muito embora a família, sobretudo a mãe revelasse sempre um desconhecimento dessa situação, já que foi uma das condições que colocou ao jornalista, o respeito da sexualidade do filho, o que não aconteceu já que Carlos Castro estava apaixonado por Renato e este acabou por lhe alimentar as expectativas, mesmo que, como se diz, contrariado.