domingo, 2 de dezembro de 2012

Lello comprou 14 carros de luxo

 O deputado do PS José Lello celebrou um contrato de renting (aluguer operacional) de 14 automóveis topo de gama para a Assembleia da República em 2008, quando era presidente do Conselho de Administração no Parlamento. O contrato vai agora ser renegociado pela actual administração, presidida por Couto dos Santos, do PSD.
A aquisição dos 14 carros de luxo foi concretizada através da empresa Plurirent, com o valor do contrato a ascender cerca de 900 mil euros. Em plena crise financeira mundial, a 2 de Novembro de 2008, o governo de José Sócrates nacionalizava o BPN - e, no dia seguinte, a 3 de Novembro, era assinado o contrato com a Plurirent. No acordo incluía-se a manutenção dos carros.
A decisão de renegociar o contrato foi tomada esta quarta-feira em reunião do Conselho de Administração, a pedido da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Cabral Tavares, secretário-geral do Parlamento e procurador-geral adjunto, está agora a elaborar o novo caderno de encargos e a intenção é manter os carros usados da gama mais baixa, a Série 3, com uma redução da frota automóvel de 14 para 12 veículos. Os automóveis topo de gama deverão ser substituídos por outros mais modestos, com a abertura de um concurso público que recorra também ao mercado de usados.
Contactado pelo CM, José Lello, que hoje é o representante do PS no Conselho de Administração (CA) do Parlamento, o deputado diz apenas: "Aconselho a falar com o Presidente do CA da AR, Eng. Couto dos Santos."
O TOPO DE GAMA DO PRESIDENTE DA AR
Entre os 14 carros de luxo, contava-se o BMW 700D, um topo de gama com um valor aproximado de 150 mil euros, ao serviço do então presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. Só para a presidência do parlamento, existiam três carros. Os quatro vice-presidentes também tinham direito a topos de gama, todos BMW 525.


 Nota de bloguista: Infelizmente o governo Português é uma mafia muito bem organizada , enquanto o exercito e as forças policiais forem alimentados, dificilmente o povo conseguirá mudar o rumo do país.