quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Dinheiros públicos, vicios privados

A Polícia Judiciária efetuou buscas, ao longo de todo o dia, em vários colégios do Grupo GPS. Ao todo, o grupo detém 26 colégios, 14 dos quais são financiados pelo Estado português, ao abrigo do ensino particular e cooperativo. A investigação decorre há cerca de um ano e teve início depois de uma reportagem emitida pela TVI.



Em causa estarão crimes de corrupção, branqueamento e enriquecimento ilícito.

António Calvete, ex-deputado socialista, é o presidente do grupo, e chamou ao mesmo ex-secretários de estados e ex-diretores regionais de educação. A TVI sabe que a sede do Grupo GPS, no Louriçal, foi «passada a pente fino» pelos investigadores da PJ, bem como outros colégios em Mafra e Caldas da Rainha. A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) precisou que as diligências de busca decorrem em sociedades, estabelecimentos de ensino e domicílios, todas em referência com grupo privado que beneficia de contratos de associação com o Ministério da Educação.

O Governo enviou o relatório do inquérito da Inspeção Geral de Educação e Ciência (IGEC) sobre os colégios do Grupo GPS para o Ministério Público. Segundo a PGDL, as diligências, num total de 24, estenderam-se, geograficamente, por vários concelhos do país e envolve a participação de magistrados, inspetores e peritos financeiros e informáticos.