LUA

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Atropelam jornalista e fogem


O motorista do FC Porto que ontem transportava Pinto da Costa atropelou um jornalista do ‘JN’, à saída do Tribunal de S. João Novo, no final do audiência do julgamento em que o presidente do clube e a ex-companheira, Carolina Salgado, são arguidos. Afonso Ribeiro acelerou o Peugeot 607 quando passava junto de Carolina e dos jornalistas, abalroando José Carmo, que teve de receber tratamento no hospital. Depois, com Pinto da Costa e a advogada dentro do carro, partiu sem prestar auxílio à vítima de atropelamento e sem respeitar a polícia, que o mandou parar.

Esta foi a segunda vez que o motorista fez uma manobra intimidatória na rua do mesmo tribunal. O presidente do FC Porto reagiu à presença, pela primeira vez naquele julgamento, da ex-companheira. Carolina descia a rua de S. João Novo com a advogada Raquel Dantas, sendo seguida de perto por alguns agentes da PSP. Os repórteres fotográficos acompanhavam também os passos de Carolina Salgado, quando o automóvel onde seguia Pinto da Costa avançou em direcção aos jornalistas. O motorista acelerou na estreita rua, ignorando até o polícia que lhe bateu no carro dando sinal para parar.

Carolina encostou-se à parede e o automóvel atropelou o jornalista, que depois de rolar entre as viaturas estacionadas acabou por cair desamparado na rua. Afonso Ribeiro ignorou e seguiu caminho. Pinto da Costa, que seguia no banco da frente, viu o atropelamento mas também não deu ordem ao seu motorista para parar.

No mesmo carro, atrás, seguiam a advogada Maria de Lourdes Fernandes e Rui Cerqueira, que antes de ser assessor de imprensa de Pinto da Costa era jornalista da RTP. Assustadas, Carolina Salgado e Raquel Dantas ficaram paralisadas na rua mas acabaram por ir embora antes da chegada do INEM. José Carmo sofreu escoriações e foi assistido no Hospital Santo António.

À tarde, o FC Porto emitiu um comunicado a lamentar a situação e dando conta de que o motorista não se teria apercebido da presença do jornalista. O clube dizia que nenhum dos ocupantes teria dado conta da ordem de paragem. Afonso Ribeiro pode ser acusado de ofensas corporais agravadas e os passageiros do carro podem responder por omissão de auxílio e desobediência qualificada.