sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cerveira: Tribunal condenou pedófilo a ano e meio de pena suspensa Menina abusada no café dos pais


Todos os dias à mesma hora o homem dirigia-se ao café para almoçar. Parecia ser apenas mais um cliente habitual. No entanto, as suas intenções iam bem mais longe. Depois de acabar a refeição, distante de todos os olhares, aliciava a filha dos proprietários do estabelecimento para ir com ele até ao andar de cima, onde estava a esplanada. Aí tocava na menina de sete anos, incitava-a a fazer o mesmo, despia-a e fotografava-a.


Para denunciar o caso, a avó da
menor teve de contratar um
fotógrafo que provasse os abusos

O episódio repetiu-se várias vezes durante o Verão de 2006 e o homem, construtor civil, acabou por ser apanhado e condenado em Março de 2009, pelo Tribunal de Cerveira, a uma pena suspensa de ano e meio de prisão. Ficou ainda obrigado a pagar uma multa de 3600 euros, em prestações mensais de 200 euros. Não se conformou com esta pena e interpôs recurso no Tribunal da Relação de Guimarães que agora decidiu diminuir a prestação para 50 euros/mês.

O caso veio a descoberto quando a avó da menina “reparou que algo de estranho estava a acontecer”. Decidiu ir à GNR que lhe disse que, sem provas, nada podia fazer e o que o melhor era contratar um fotógrafo. A avó fê-lo e voltou a denunciar o caso, já com as fotografias na sua posse.
Segundo o acórdão, o construtor civil conhecia a menina desde pequena, o que permitiu a aproximação da menor e a sua confiança. Daí até os abusos começarem foi um pequeno passo.

O homem mostrou-lhe o telemóvel, incitou a menina a levantar o vestido, a tirar as cuecas e a deixar-se fotografar.

Tudo isto se passava enquanto os pais da menor trabalhavam no andar de baixo do estabelecimento. Porém, os progenitores nunca suspeitaram de nada.

Já durante o julgamento, quando o homem foi confrontado com a descrição que a menor fez dos abusos, o construtor civil não se coibiu e esboçou um sorriso. Para além disso, o acórdão diz que o homem “não mostrou, em momento algum , arrependimento por aquilo fez”.

CRIANÇA EVITA IR A CASA DOS AVÓS COM VERGONHA

Após o caso vir a descoberto, a menina, que até então pensava não estar a fazer nada de mal, sentiu-se humilhada. Durante muito tempo, com vergonha, evitou ir a casa dos avós, visto estes terem presenciado os abusos.

Apesar de estarem um piso abaixo do local onde aconteciam os abusos, os pais da criança nunca se aperceberam de nada. Em tribunal, a mãe da menor disse que o homem era um cliente habitual do café, que possuía muita confiança nele e que nunca suspeitou de que pudesse abusar da filha.

PORMENORES

DOIS FILHOS

O construtor civil é casado e tem dois filhos já maiores de idade. O homem, que não possuía antecedentes criminais, era tido como uma pessoa boa e respeitável na zona onde morava.

APRESENTAÇÕES

Para além da multa o pedófilo tinha ainda de se apresentar semanalmente no posto da polícia. A Relação de Guimarães decidiu agora que as apresentações passem a ser mensais.