sábado, 8 de dezembro de 2012

20 anos de prisão para pai de juíza que matou ex-genro a tiro




Até nova decisão judicial, o engenheiro António Ferreira da Silva, de 65 anos, pai da magistrada Ana Joaquina, vai permanecer em prisão preventiva, por perigo de fuga. Até então, o engenheiro esteve em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, na companhia da sua neta, filha da vítima.O advogado foi morto à frente da filha de 4 anos. Recorde-se que Cláudio Rio Mendes, de 35 anos, antigo advogado da Câmara Municipal do Porto, foi abatido a tiro, no Parque do Rio Novo, na Mamarrosa, no decorrer de uma visita que fazia à sua filha - na altura com apenas três anos de idade -, por determinação do Tribunal de Família e Menores de Aveiro. O homicida confesso, após discussão com a vítima, disparou seis tiros no corpo de Cláudio, cinco dos quais quando este já se encontrava em fuga, conforme se vê num vídeo gravado por telemóvel. O falecido encontrava-se desarmado, mas Ferreira da Silva, a família e os seus amigos insistiram, durante os 27 dias de julgamento, que o ex-companheiro de Ana Joaquina, no decorrer da discussão, terá metido a mão ao bolso para sacar uma arma, o que motivou os disparos do arguido, em "legítima defesa". O que é certo é que essa arma, conforme foi repetidamente demonstrado em tribunal, nunca existiu. A namorada de Cláudio, Maria Conceição, que presenciou o crime na companhia da sua sobrinha (foi esta que gravou o momento dos disparos), encontrava-se grávida e acabou por perder o bebé. 

Nota de bloguista: é normal que o assassino esteja muito incomodado por estas imagens, já que elas mostram que a situação foi premeditada... Quero saudar aqui o jornalista do correio da manhã que teve a coragem de dar a conhecer ao publico este caso. Apoio plenamente o profissional e os juízes que decidiram correctamente e me fazem acreditar que ainda existe justiça em Portugal (pelo menos para estes casos). Se a pena tiver que ser revista espero que nunca seja para menos anos assim este fica para exemplo.